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Histórias Brasileiras – Gabriel Carvalho

Série espanholas em demasiado, filmes americanos aos montes, produções turcas e tantas obras argentinas. A globalização permite com que a gente consuma arte de todos os cantos do mundo e isso é incrível. Mas aonde entra o audiovisual brasileiro nisso tudo?! Vivemos um momento de pandemia global, onde temos percebido que a cultura tem salvado vidas e ajudado demais na saúde mental das pessoas.

Se já não bastasse todas as cagadas feitas pelo Presidente Jair Bolsonaro desde sempre, temos um governo que desacredita na cultura brasileira, corta investimentos da pasta e teve como uma das primeiras medidas de seu mandato, o fim do Ministério da Cultura. O que temos hoje é a outrora namoradinha do Brasil, Regina Duarte, fazendo sabe sei lá o que a frente de uma Secretaria de Cultura que até agora não mostrou serviço e sim um baita desserviço a classe artística do país.

Se felizmente vemos cada vez mais jovens consumindo Alceu Valença, Milton Nascimento, Novos Baianos (descanse em paz Moraes Moreira), entre outros arquitetos da nossa música, ainda não vemos o mesmo movimento no cinema. Foi necessário o vencedor do Oscar (Parasita), o diretor sul-coreano Bong Joon-Ho citar Glauber Rocha, para que nosso povo pesquise sobre a filmografia do cineasta brasileiro e se recorde que gente faz cinema de qualidade desde sempre.

Marcado fortemente no mainstream recente por comédias de Ingrid Guimarães, Paulo Gustavo e Leandro Hassum, o que quero dizer é que nosso audoivisual vai muuuuuuuuito além desses filmes que acabam chegando aos principais cinemas do país. Por isso, preparei 6 dicas de filmes brasileiros que fazem a minha cabeça e mostram toda a profundidade cinematográfica e fotográfica da nossa cultura.

Bacurau (2019): o filme de maior frenesi nacional nos últimos anos, retrata o Brasil de sempre de uma maneira única. É pra ver e rever.

Tatuagem (2013): Uma obra-prima brasileira pouco explorada. Dois mundos distintos numa Recife sob ditadura militar. Vale a pena assistir!

Ó Paí Ó (2007): Filme indicado para apaixonados por Salvador, axé e baianidades em geral. Embora seja uma comédia, o filme toca bastante no contraste social e na violência soteropolitana.

Madame Satã (2002): obra-prima da cultura marginal e boêmia do Rio de Janeiro do século XX. Madame Satã foi um dos personagens mais folclóricos da cultura popular carioca.

Orfeu (1999): Baseado na peça Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes, o filme retrata a lenda grega de Orfeu e Eurídice, inserindo-a no contexto moderno do Rio de Janeiro durante o Carnaval. Destaque pra trilha sonora de Caetano Veloso.

Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980): Cidade de Deus era menino. Um clássico de Hector Babenco, é possível perceber muita influência de Pixote em filmes que vieram depois que retratam o mundo das drogas e do crime.

Prepara a pipoca e mete bronca! Bom filme galera!

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