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Processos Criativos por Isabela Rozental

Conversando com a Hanna, nossa super diretora de conteúdo, ela me perguntou sobre o que representava pra mim a cenografia. Conversamos muito e ela então, sempre com o olhar poético de quem consegue extrair conteúdo de tudo aquilo que olha, ouve e sente cheiro, disse: isso podia ser um conteúdo pro blog da Fábrica! 

Ah, esqueci de me apresentar, né? Sou a Isa, gestora de projetos da Fábrica. Meu relacionamento com a empresa vai completar dois anos, mas já acompanhava os eventos antes de começar a trabalhar lá.

Mas, voltando ao motivo da postagem (cabeça avoada que vai e volta, mas chega lá)…

Cenografia pra mim vai além de “decorar um espaço”, como algumas pessoas pensam. Diria que sou uma realizadora de histórias. Essas histórias são contadas através de um briefing pelo time de criação para, a partir desse conceito, pensar no espaço, ativações de marca, personagens, figurinos, atrações.

É visualizar a história na minha cabeça e pensar: ok, e agora como vou fazer com que todo mundo consiga viver isso também?

Todo detalhe faz a diferença. Qualquer personagem, luz, revestimento ou textura fora de contexto pode influenciar para que não se chegue lá. Isso sem contar com as muitas mudanças que surgem em cima da hora. Para os perfeccionistas, o coração acelera e você pensa: agora preciso seguir por esse outro caminho pra que a história se mantenha a mesma. É como se a chapeuzinho vermelho fosse chegar na casa da avó, mas encontrasse uns 20 lobos no lugar de um.

Meu papel é fazer a história se concretizar independente dos imprevistos. E 2019 foi um ano de lindas histórias sendo contadas e vivenciadas. Vivemos um pouco da arquitetura de Olinda na magia do carnaval, um circo cheio de surpresas, um bloco do Carrito com muita explosão de cor, uma viagem de ano novo que foi pensado desde a origem da Península de Maraú.

As marcas nos possibilitam criar mais capítulos dentro de cada história. Às vezes são capítulos que escrevemos para outros contos, como foi o Bar da Redbull para a festa Mandarin:

Ou o bar da Corona pensado a partir de uma espinha de peixe:

A cenografia me possibilita fazer aquilo que amo: contar histórias. Não importa o tamanho, se é um super evento pra 5.000 pessoas ou um lounge de aniversário pra 5 amigos. É sempre possível surpreender e contar uma história que ainda não foi ouvida, vista e sentida.

Histórias podem sempre ser boas ou ruins. 

Para mim, histórias excelentes, daquelas que te fazem ter vontade de ler o livro todo de novo, são as que têm alma. Se faz sentir, pra mim faz sentido.

 

Eu, e todos os profissionais incríveis envolvidos em trazer essas histórias até você, temos uma certeza: ainda vamos nos encontrar em muitos contos. Temos muitas viagens a fazer por aí.

Até o próximo!

Com amor,

Isa

Texto por Isabela Rozental